sábado, 24 de novembro de 2012

Abraji


Em palestra realizada na PUC, o jornalista e presidente da Abraji, Marcelo Moreira, falou sobre o atual contexto jornalístico e sobre suas histórias na profissão. Resolvi, então, fazer uma postagem esclarecendo o que é a Abraji, quando ela surgiu e quais são seus objetivos.
Marcelo Moreira, presidente da Abraji



A Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, foi criada em 2002 por um grupo de jornalistas do Brasil interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas com o objetivo de melhorar a qualidade do jornalismo. A instituição é mantida pelos próprios jornalistas, e não tem fins lucrativos nem preferências políticas ou partidárias.

Organizar congressos, seminários e oficinas para promover o aperfeiçoamento profissional dos jornalistas interessados no jornalismo investigativo são uma das missões da Abraji.

 A Abraji promove três tipos de cursos: presenciais para grupos fechados (redações e faculdades de  jornalismo), presenciais individuais (com inscrições abertas para sócios e, por vezes, não-sócios da Abraji) e on-line. Todos esses cursos são gratuitos e seguem uma premissa essencial da Abraji: promover a melhoria da qualidade do jornalismo brasileiro por meio do treinamento de jornalistas e estudantes de jornalismo.

Em 10 dezembro desse ano, a Abraji comemora seus 10 anos de fundação. Além de seu presidente, Marcelo Moreira, que trabalha como editor-chefe do RJTV segunda edição, a Abraji conta ainda com um vice-presidente, José Roberto de Toledo, jornalista do Estado de S. Paulo.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tim Lopes na tela, mais uma vez

Em palestra realizada na PUC-Rio, o jornalista Bruno Quintella falou sobre o filme documentário que será lançado sobre a vida de seu pai, o também jornalista Tim Lopes. Bruno divide a direção do documentário, intitulado“Histórias de Arcanjo”, uma clara referência ao verdadeiro nome de Tim Lopes: Arcanjo Antônio Lopes do Nascimento, com Guilherme Azevedo.
O filme, que será lançado em 2013, pretende abordar muito mais do que a trágica morte de Tim Lopes na Vila Cruzeiro, e quer mostrar também o lado humano de Tim, além, é claro, de suas aventuras e histórias no jornalismo. "Meu objetivo foi humanizar a figura de Tim Lopes" disse Bruno. "As pessoas, quando descobriam (o parentesco) me contavam histórias, então comecei a conhecer mais o meu pai, jornalista, boêmio, sambista, pelos outros"
Bruno, que teve o pai brutalmente assassinado por traficantes na Vila Cruzeiro, foi indagado se houve alguma mudança das empresas de comunicaçãoem relação à segurança do jornalista, visto que, recentemente, o cinegrafista da Band Gelson Fernandes também morreu vítima de um tiro de traficante.
"Houve sim uma mudança de comportamento das empresas de comunicação e dos próprios jornalistas em relação à cobertura jornalística de conflitos e de investigações" disse ele.
Confira, abaixo, uma reportagem sobre o filme " Histórias de Arcanjo".
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

Rebej


A Rebej, Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo, foi abordada de forma breve e sucinta em sala de aula. Resolvi, então, por meio do Blog, falar um pouco mais sobre o que é a Rebej e qual o seu principal objetivo como meio difusor de conhecimento.
A Rebej é uma publicação científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. A revista, somente em formato eletrônico (ou seja, só está disponível na internet), prioriza a difusão de conhecimentos produzidos pelos professores, pesquisadores e cursos de Jornalismo. Como uma publicação semestral, a cada edição a Rebej se propõe a reunir textos visando divulgar e promover perspectivas críticas fundamentadas em áreas interdisciplinares do Ensino de Jornalismo, tais como Jornalismo e Educação, Jornalismo e Políticas Públicas, Jornalismo e Tecnologias ou Jornalismo e Linguagem.

A revista conta com um grupo de especialistas na área de Jornalimo. O processo de seleção de artigos, envolve avaliação de 1 ou 2 especialistas e dos membros do Comitê Editorial.
A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, pois segue o princípio da democratização mundial do conhecimento. Seu conteúdo está disponível em seu site, acesse:

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

As dificuldades do jornalismo policial


Atualmente, o Jornalismo Policial está muito presente nos meios de comunicação. Casos como os do Goleiro Bruno, da advogada Mércia Nakashima e da menina Isabella Nardoni estão invadindo nossas casas com cada vez mais frequencia.  Esse tipo de jornalismo tem como premissa a apuração de crimes e outras ocorrências policiais. Por lidar com criminosos, muitas vezes, de alta periculosidade, o Jornalismo Policial é considerado uma especialização de alto risco para os profissionais, principalmente os repórteres apuradores que vão às ruas e se expõem aos criminosos e aos policiais. Além de se preocupar com os próprios bandidos, o jornalista ainda tem que se precaver de retaliações de policiais corruptos. O principal questionamento sobre esse tipo de jornalismo, por parte da própria população, é se há a presença ou não de sensacionalismo nas coberturas de certos casos e, principalmente, nas coberturas feitas por certas emissoras.

Assista, abaixo, uma entrevista com os jornalistas da TV Record especializados em cobertura policial Murilo Nascimento e Reinaldo Gotino:

 

“Histórias bem escritas sempre terão leitores”


“Histórias bem escritas sempre terão leitores”. Essa frase foi dita por uma lenda viva do jornalismo mundial, Gay Talese. O jornalista norte-americano ganhou fama por escrever uma reportagem sobre Frank Sinatra sem nem mesmo tê-lo entrevistado. Sua paixão era escrever sobre os anônimos, pois, para ele, as pessoas comuns demonstram sua própria opinião, sem qualquer tipo de amarra com os lobistas e relações públicas, que orientam os famosos sempre que eles devem dar uma declaração. Partindo desse ponto de vista, Talese sempre declarou sua preferência por entrevistar pessoas comuns ao invés de grandes celebridades. Com isso, Talese confirma a velha máxima de que, o bom jornalismo se faz com boas histórias.
Talese é, também, um dos criadores do movimento que foi batizado de Novo Jornalismo, criado na década de 1960, que incorporava ao jornalismo características da literatura.

A linguagem do jornalismo online


Jornalismo online, web jornalismo ou jornalismo digital? Não importa qual seja a nomenclatura, todas se dirigem ao mesmo tipo de jornalismo: ao desenvolvido única e exclusivamente para a internet.

Essa vertente do jornalismo cresce mais e mais a cada dia e a tendência é que esse crescimento continue em ascenção. No entanto, a linguagem do jornalismo online é muito diferente da dos outros meios mais tradicionais, e requer alguns cuidados.

Um dos maiores desafios é saber filtrar a informação, uma vez que, na internet, o fluxo de notícias é muito maior. A apuração, portanto, deve ser extremamente cuidadosa. Outro grande desafio é não deixar que a objetividade, a precisão e a coesão sejam atrapalhadas pela ânsia de se atualizar as páginas ou de se dar uma notícia em primeira mão.

Assista, abaixo, um vídeo da professora de Comunicação da UCS Roberta Mânica, que fala sobre a linguagem do jornalismo online.

domingo, 30 de setembro de 2012

Objetividade no jornalismo


U “(…) toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada, e redistribuída por certo numero de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos (…)”

AA frase acima, dita por Michael Foucault, põe em discussão se realmente é possível haver objetividade no jornalismo. Um jornalista, ao escrever um texto qualquer, carrega uma parcela considerável de subjetividade. Contudo, existe uma linha muito tênue entre aquilo que é subjetivo e o que é tendencioso.


A subjetividade não pode ser excluída do homem e muito menos do jornalista. Todos carregamos uma bagagem cultural diferenciada, o que faz com que tenhamos visões de realidade diferentes. Porém, não podemos nos apoderar dessas visões para julgar um fato, e sim fornecer subsídios ao leitor para que ele mesmo construa uma realidade que seja o mais condizente possível com o fato ocorrido.

 

Confira abaixo uma rápida entrevista com o jornalista uruguaio Washington Uranga a respeito da objetividade no jornalismo e sobre a investigação jornalística: