terça-feira, 27 de novembro de 2012

A "disfunção narcotizante" de Lazarsfeld e Merton




Como explicar o contínuo e crescente número de casos de gravidez na adolescência em meio a uma sociedade em que esse tema já foi discutido e rediscutido tantas vezes?
  
Merton(esq) e Lazarsfeld(dir)

Para responder a uma pergunta como essas, os sociólogos americanos Paul Lazarsfeld e Robert Merton lançaram uma teoria a qual chamaram de “disfunção narcotizante”.

Segundo esta teoria, o fato de estarmos vivendo na "era da informação" não nos torna bem-informados. Pelo contrário, o efeito que esse excesso de informações causa sobre as nós, as "massas", nos torna menos críticos devido à grande quantidade de dados ao qual temos contato. A tecnologia funciona como instrumento da comunicação, que gera facilidade de distribuição da mensagem, saturando a todos que não conseguem filtrar e criticar essas informações muito por conta de sua superficialidade.

Podemos relacionar esta teoria também à teoria de Walter Benjamin sobre a hiperestimulação sensorial do mundo moderno, na qual os estímulos, principalmente os visuais, por serem difundidos de maneira tão ampla em nossa sociedade, acabam banalizando-se e tornando-se imperceptíveis.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O que é notícia?


Segundo a Wikipédia “a notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.”
Muitos dizem que a notícia é a expressão de um fato recente, novo, que desperta o interesse do público a qual um jornal é destinado. Mas, aí, podemos nos perguntar: o que é um fato novo? É o acontecido há pouquíssimos instantes, ou o inusitado, o jamais visto?
Nós, estudantes de jornalismo, sabemos que, por trás de uma notícia, existem muitas outras variantes.  Diante da expansão da internet e dos meios jornalísticos ligados a ela, e notícia está passando por uma reinvenção. Isso não quer dizer, no entanto, que seus critérios mudaram.
Dois são os fatores de noticiabilidade: a importância e o interesse da notícia.
Dentro do fator Importância se desenrolam quatro variáveis:

·         Notoriedade
      ·         Proximidade
      ·         Relevância
      ·         Significatividade


Esses quatro princípios consistem e agregam importância à notícia.


 

 

domingo, 25 de novembro de 2012

Popular? Sim. Número 1 do Brasil? Também.


O jornal mineiro Super Notícia é, desde 2010, o jornal mais vendido do país. Porém, sem sempre foi assim. O sucesso demorou a chegar. Lançado em maio de 2002 o Super Notícia apostou na clássica fórmula das publicações populares: mulheres bonitas, crimes e esportes. Durante os dois primeiros anos, entretanto, a tiragem não alcançava 10 000 exemplares por dia. A grande guinada só foi acontecer em outubro de 2005, quando o preço do exemplar foi reduzido pela metade, para 25 centavos, para concorrer com o recém-lançado Aqui, dos Diários Associados, que custava esse valor.

No dia 2 de julho desse ano, com a manchete da vitória do Atlético sobre o Grêmio por 1 a 0, o Super comemorou seu recorde histórico de 354 814 exemplares vendidos. "Somos responsáveis por 65% do mercado mineiro de jornais diários", festeja Laura Medioli, presidente da Sempre Editora, que publica o Super.

Com 32 páginas por edição, o jornal sediado em Contagem (MG) faturou 43 milhões de reais em 2011 e é, segundo a última pesquisa de vendas realizada também em 2011, o jornal mais vendido do país, atrás de gigantes como a Folha de São Paulo, O Globo e o Extra.

Folha não aceita derrota

Em segundo lugar na lista dos mais vendidos da Brasil, a Folha de São Paulo se diz líder de vendas no país. A justificativa da publicação é a de, na lista divulgada, ela só considerou “os jornais de prestígio, do segmento premium”.  O Super Notícia, vendido a R$ 0,25, registra 300 mil exemplares na média do ano, 3.000 à frente da Folha, que tem preço de capa de R$ 3.

sábado, 24 de novembro de 2012

Sociedade Interamericana de Imprensa


Há pouco tempo, falei aqui no blog a respeito do documentário sobre o jornalista Tim Lopes. Tim Lopes talvez seja, no Brasil, o caso mais icônico de violência contra jornalistas.  O que pouca gente sabe, pelo menos os que não vivem o cotidiano do jornalismo, é que existe um órgão que se encarrega de defender a liberdade de imprensa e de denunciar crimes contra jornalistas. O nome dessa entidade é SIP, Sociedade Interamericana de Imprensa, e vou me ater, neste post, a falar um pouco mais sobre ela.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos que se dedica a defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas. A SIP depende dos fundos recebidos dos seus sócios e de doações de fundações. Os sócios da Sociedade são publicações ou cadeias de jornais. A SIP é composta por 1.300 publicações afiliadas, com uma circulação total superior a 43 milhões de exemplares impressos e um número crescente de leitores pela Internet. Entre os principais objetivos da SIP estão, além dos já citados, proteger os interesses de imprensa nas Américas, defender a dignidade, os direitos e as responsabilidades do jornalismo, denúnciar e divulgar ameaças ou agressões a jornalistas e aos meios de comunicação através de resoluções, comunicados de imprensa, protestos e denúncias públicas e promover um conhecimento amplo e uma maior troca de informações entre os povos das Américas para apoiar os princípios básicos de uma sociedade livre e da liberdade individual.

Claro que, o que escrevi, é apenas uma parte da história e trabalho que a SIP faz. Para conferir os objetivos e filosofia dessa instituição na íntegra, acesse o site abaixo:

Abraji


Em palestra realizada na PUC, o jornalista e presidente da Abraji, Marcelo Moreira, falou sobre o atual contexto jornalístico e sobre suas histórias na profissão. Resolvi, então, fazer uma postagem esclarecendo o que é a Abraji, quando ela surgiu e quais são seus objetivos.
Marcelo Moreira, presidente da Abraji



A Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, foi criada em 2002 por um grupo de jornalistas do Brasil interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas com o objetivo de melhorar a qualidade do jornalismo. A instituição é mantida pelos próprios jornalistas, e não tem fins lucrativos nem preferências políticas ou partidárias.

Organizar congressos, seminários e oficinas para promover o aperfeiçoamento profissional dos jornalistas interessados no jornalismo investigativo são uma das missões da Abraji.

 A Abraji promove três tipos de cursos: presenciais para grupos fechados (redações e faculdades de  jornalismo), presenciais individuais (com inscrições abertas para sócios e, por vezes, não-sócios da Abraji) e on-line. Todos esses cursos são gratuitos e seguem uma premissa essencial da Abraji: promover a melhoria da qualidade do jornalismo brasileiro por meio do treinamento de jornalistas e estudantes de jornalismo.

Em 10 dezembro desse ano, a Abraji comemora seus 10 anos de fundação. Além de seu presidente, Marcelo Moreira, que trabalha como editor-chefe do RJTV segunda edição, a Abraji conta ainda com um vice-presidente, José Roberto de Toledo, jornalista do Estado de S. Paulo.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tim Lopes na tela, mais uma vez

Em palestra realizada na PUC-Rio, o jornalista Bruno Quintella falou sobre o filme documentário que será lançado sobre a vida de seu pai, o também jornalista Tim Lopes. Bruno divide a direção do documentário, intitulado“Histórias de Arcanjo”, uma clara referência ao verdadeiro nome de Tim Lopes: Arcanjo Antônio Lopes do Nascimento, com Guilherme Azevedo.
O filme, que será lançado em 2013, pretende abordar muito mais do que a trágica morte de Tim Lopes na Vila Cruzeiro, e quer mostrar também o lado humano de Tim, além, é claro, de suas aventuras e histórias no jornalismo. "Meu objetivo foi humanizar a figura de Tim Lopes" disse Bruno. "As pessoas, quando descobriam (o parentesco) me contavam histórias, então comecei a conhecer mais o meu pai, jornalista, boêmio, sambista, pelos outros"
Bruno, que teve o pai brutalmente assassinado por traficantes na Vila Cruzeiro, foi indagado se houve alguma mudança das empresas de comunicaçãoem relação à segurança do jornalista, visto que, recentemente, o cinegrafista da Band Gelson Fernandes também morreu vítima de um tiro de traficante.
"Houve sim uma mudança de comportamento das empresas de comunicação e dos próprios jornalistas em relação à cobertura jornalística de conflitos e de investigações" disse ele.
Confira, abaixo, uma reportagem sobre o filme " Histórias de Arcanjo".
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

Rebej


A Rebej, Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo, foi abordada de forma breve e sucinta em sala de aula. Resolvi, então, por meio do Blog, falar um pouco mais sobre o que é a Rebej e qual o seu principal objetivo como meio difusor de conhecimento.
A Rebej é uma publicação científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. A revista, somente em formato eletrônico (ou seja, só está disponível na internet), prioriza a difusão de conhecimentos produzidos pelos professores, pesquisadores e cursos de Jornalismo. Como uma publicação semestral, a cada edição a Rebej se propõe a reunir textos visando divulgar e promover perspectivas críticas fundamentadas em áreas interdisciplinares do Ensino de Jornalismo, tais como Jornalismo e Educação, Jornalismo e Políticas Públicas, Jornalismo e Tecnologias ou Jornalismo e Linguagem.

A revista conta com um grupo de especialistas na área de Jornalimo. O processo de seleção de artigos, envolve avaliação de 1 ou 2 especialistas e dos membros do Comitê Editorial.
A revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, pois segue o princípio da democratização mundial do conhecimento. Seu conteúdo está disponível em seu site, acesse: